Obrigado por de forma clara e inequívoca (uma imagem vale mais que mil palavras) demonstrares a todos aqueles que já se esqueceram, a essência do S. Pedro – uma festa do povo, da rua, do convívio popular, ímpar e sem qualquer tipo de semelhança por esse país fora…
Bom… esta era a forma como caracterizava o S. Pedro, o verdadeiro S. Pedro, aquele em que cada um gritava pelo seu bairro, aquele em se faziam cordões humanos, aquele em que se dançava toda a noite na nossa Matriz, que se percorriam a pé todos os bairros, que se saltavam fogueiras, que se pediam fêveras e sardinhas a quem não conhecíamos, que se tomava o pequeno almoço no Guarda Sol, que se ia à praia no final assistir ao nascer do dia, aquele que era verdadeiramente popular…
Ao ver as imagens senti alguma revolta e tristeza. Senti que não pertenço a este S. Pedro... Respeito todas as opiniões contrárias, mas discordo veemente de todas, mesmo antes de as ouvir...
Sei que este é um espaço visitado fundamentalmente pela família Museu e amigos… Isto é apenas um desabafo, mas ao mesmo tempo motivo de alguma preocupação e reflexão… Esta é apenas a opinião de um poveiro que à semelhança de tantos outros recordam com nostalgia o S. Pedro.
Sempre falei, falo e falarei da minha Póvoa do Mar com enorme ORGULHO, PRAZER e SATISFAÇÃO em ser poveiro… A Póvoa será sempre a melhor do mundo, em tudo… da mesma forma falo do S. Pedro, não deste, mas do verdadeiro S. Pedro, aquele que felizmente tive o prazer de viver…
Entristece-me saber que a minha filha não vai viver esse S. Pedro…
Será que até o fervor com que cada poveiro grita pela rusga do seu bairro se vai perder no futuro!? Quero acreditar que não… Esse seria o fim do S. Pedro…
Mas uns dirão “as novas gerações querem é este tipo de festa”. Não posso estar em maior desacordo… Festas “Sagres”, “Super Bock” ou “Red Bull”, existem às centenas durante o ano não só na Póvoa como em qualquer terriola… S. Pedro é só uma vez por ano, mais do que isso… verdadeiro S. Pedro só na nossa Terra… Também nós os da nossa geração frequentavam outro tipo de festas, mas S. Pedro era S. Pedro, e o divertimento e alegria eram garantidos… Recordo-me do prazer que era assistir à montagem do palco em frente ao museu, ou a montagem do trono da Matriz, o prazer que sentia em convidar amigos da faculdade a passarem o S. Pedro na Póvoa, ficavam siderados com a festa da nossa cidade, a alegria contagiava… Era algo diferente de tudo o resto. Acredito que todas as gerações se divertiriam tanto ou até mais numa festa popular de S. Pedro (à maneira antiga). Mas quem sou eu…!
Não nasci nem cresci na Matriz, sou uma espécie de filho adoptado da Matriz… Aí fiz-me homem… nos escuteiros, no quintal do Museu, na “esquina” do Museu, à porta da D. Laura e da Mila, no adro da Igreja, no Ringue, no café Islândia, nos matraquilhos do Visconde, no largo do Cidral, mas também nos acampamentos de família, nas peregrinações a Laúndos, na barraca da Lisa, e até a participar na rusga da Matriz no S. Pedro de 1994...
Mas fiz-me homem também no seio de uma família, que sempre me acolheu e me fez sentir como mais um “primo”… Agradeço a todos e a todas o carinho por mim sempre demonstrado, os valores que também me incutiram, e que fazem de mim o que sou hoje… É para mim motivo de muita alegria sentir que ainda hoje, passados tantos anos, sou sempre acarinhado e bem recebido por todos… como fazendo parte da família… mesmo sendo cada vez mais difícil estar convosco... recordo que em noite de S. Pedro, tanto no verdadeiramente popular como no actual, é apanágio da família Museu receber bem com alegria e boa disposição, tanto os amigos como os amigos dos amigos… Isso é o que caracteriza verdadeiramente o S. Pedro… Este é o S. Pedro que recordo… E este S. Pedro não acabará, por muito que o queiram desvirtuar…
Alegra-me sentir que no “quintal” do Museu a minha filha vai poder sentir um pouco do verdadeiro S. Pedro.
Felizmente existem muitos locais na nossa cidade onde se vive o S. Pedro à maneira do Museu!
PS: Parabéns ao Filipe e à Raquel pela Francisca, um filho é a maior dádiva da vida… Parabéns também aos avós Quilores e Anita.
Concordo na plenitude contigo Patto... É por ver o nosso Sao Pedro assim, a desvirtuar-se que cada vez sinto mais orgulho em participar nas rusgas e viver de forma genuina essa noite... Um orgulho desmedido sinto igualmente por pertencer à Família do Museu! E por termos amigos como tu!
Obrigado, Patto pelo teu testemunho!!!
Vale a pena visitar o blog e ver que distância alguma quebra estes laços de amizade e de Familia!!
5 comentários:
Obrigado Nélito!
Obrigado por de forma clara e inequívoca (uma imagem vale mais que mil palavras) demonstrares a todos aqueles que já se esqueceram, a essência do S. Pedro – uma festa do povo, da rua, do convívio popular, ímpar e sem qualquer tipo de semelhança por esse país fora…
Bom… esta era a forma como caracterizava o S. Pedro, o verdadeiro S. Pedro, aquele em que cada um gritava pelo seu bairro, aquele em se faziam cordões humanos, aquele em que se dançava toda a noite na nossa Matriz, que se percorriam a pé todos os bairros, que se saltavam fogueiras, que se pediam fêveras e sardinhas a quem não conhecíamos, que se tomava o pequeno almoço no Guarda Sol, que se ia à praia no final assistir ao nascer do dia, aquele que era verdadeiramente popular…
Ao ver as imagens senti alguma revolta e tristeza. Senti que não pertenço a este S. Pedro... Respeito todas as opiniões contrárias, mas discordo veemente de todas, mesmo antes de as ouvir...
Sei que este é um espaço visitado fundamentalmente pela família Museu e amigos… Isto é apenas um desabafo, mas ao mesmo tempo motivo de alguma preocupação e reflexão… Esta é apenas a opinião de um poveiro que à semelhança de tantos outros recordam com nostalgia o S. Pedro.
Sempre falei, falo e falarei da minha Póvoa do Mar com enorme ORGULHO, PRAZER e SATISFAÇÃO em ser poveiro… A Póvoa será sempre a melhor do mundo, em tudo… da mesma forma falo do S. Pedro, não deste, mas do verdadeiro S. Pedro, aquele que felizmente tive o prazer de viver…
Entristece-me saber que a minha filha não vai viver esse S. Pedro…
Será que até o fervor com que cada poveiro grita pela rusga do seu bairro se vai perder no futuro!? Quero acreditar que não… Esse seria o fim do S. Pedro…
Mas uns dirão “as novas gerações querem é este tipo de festa”. Não posso estar em maior desacordo… Festas “Sagres”, “Super Bock” ou “Red Bull”, existem às centenas durante o ano não só na Póvoa como em qualquer terriola… S. Pedro é só uma vez por ano, mais do que isso… verdadeiro S. Pedro só na nossa Terra… Também nós os da nossa geração frequentavam outro tipo de festas, mas S. Pedro era S. Pedro, e o divertimento e alegria eram garantidos… Recordo-me do prazer que era assistir à montagem do palco em frente ao museu, ou a montagem do trono da Matriz, o prazer que sentia em convidar amigos da faculdade a passarem o S. Pedro na Póvoa, ficavam siderados com a festa da nossa cidade, a alegria contagiava… Era algo diferente de tudo o resto. Acredito que todas as gerações se divertiriam tanto ou até mais numa festa popular de S. Pedro (à maneira antiga). Mas quem sou eu…!
Não nasci nem cresci na Matriz, sou uma espécie de filho adoptado da Matriz… Aí fiz-me homem… nos escuteiros, no quintal do Museu, na “esquina” do Museu, à porta da D. Laura e da Mila, no adro da Igreja, no Ringue, no café Islândia, nos matraquilhos do Visconde, no largo do Cidral, mas também nos acampamentos de família, nas peregrinações a Laúndos, na barraca da Lisa, e até a participar na rusga da Matriz no S. Pedro de 1994...
Mas fiz-me homem também no seio de uma família, que sempre me acolheu e me fez sentir como mais um “primo”… Agradeço a todos e a todas o carinho por mim sempre demonstrado, os valores que também me incutiram, e que fazem de mim o que sou hoje… É para mim motivo de muita alegria sentir que ainda hoje, passados tantos anos, sou sempre acarinhado e bem recebido por todos… como fazendo parte da família… mesmo sendo cada vez mais difícil estar convosco... recordo que em noite de S. Pedro, tanto no verdadeiramente popular como no actual, é apanágio da família Museu receber bem com alegria e boa disposição, tanto os amigos como os amigos dos amigos… Isso é o que caracteriza verdadeiramente o S. Pedro… Este é o S. Pedro que recordo… E este S. Pedro não acabará, por muito que o queiram desvirtuar…
Alegra-me sentir que no “quintal” do Museu a minha filha vai poder sentir um pouco do verdadeiro S. Pedro.
Felizmente existem muitos locais na nossa cidade onde se vive o S. Pedro à maneira do Museu!
PS: Parabéns ao Filipe e à Raquel pela Francisca, um filho é a maior dádiva da vida… Parabéns também aos avós Quilores e Anita.
Patto.
As tuas palavras valem ouro e este local também é teu Primo Patto.
Concordo na plenitude contigo Patto...
É por ver o nosso Sao Pedro assim, a desvirtuar-se que cada vez sinto mais orgulho em participar nas rusgas e viver de forma genuina essa noite...
Um orgulho desmedido sinto igualmente por pertencer à Família do Museu!
E por termos amigos como tu!
Obrigado, Patto pelo teu testemunho!!!
Vale a pena visitar o blog e ver que distância alguma quebra estes laços de amizade e de Familia!!
Beijo grande
Primo Pato concordo plenamente cntg e com os outros. è por isso k já nem saio lá de casa. Faz-me confusão ver nakilo k se tornou o S.Pedro.
PIPOCA
E o S.Pedro dos caxineiros e dos "gunas" de aver-o-mar..
Enfim...O degredo!
O quanto n vale ter uma familia com tradição!:)
Primo Patto e sempre bom ter noticias tuas...aparece mais vzes!
P.S.- Acabo de chegar de misum jantr das MIJONAS!!!HIHHIHI
Beijo do tamanho do nosso amor...
PATTY
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